Fui ao cinema três vezes nos últimos dias saí de lá bastante pensativa. O primeiro filme que vi foi Avatar. Rico em vários aspectos, talvez seja a coisa mais bem feita dos últimos anos porque tem literalmente um pouco de cada um dos mais modernos efeitos especiais. Além disso, a história é envolvente e toca de uma forma muito sensível a questão do meio ambiente, ou melhor, sua destruição. É emocionante, confesso que chorei em algumas partes e estou considerando seriamente a hipótese de assistir novamente. Recomendo a todos mesmo sendo uma pessoa que não costuma gostar de efeitos especiais ou filmes de aventura e ficção. E também acho um porre filmes com longos, mas sou obrigada a confessar que as três horas que fiquei sentada na sala escura com aqueles óculos malucos passaram rapidinho.
Outro filme foiAmor Sem Escalas com o lindo e maravilhoso George Clooney. Vários pontos mexeram comigo. O primeiro é a questão de ser a pessoa responsável pela demissão de outra. Recentemente eu demiti uma funcionária. A experiência não foi nada agradável e confesso que passei alguns dias “amuada” por causa da situação. A demissão era necessária, estava certa disso, mas mesmo assim foi muito triste passar por isso. O contato pessoal na hora da demissão ou em qualquer outra situação delicada é realmente importante ou podemos fazer isso via internet mesmo?
O protagonista viaja bastante e não tem porto certo ou então um lugar para chamar de casa. Ele vive em aviões, hotéis e em carros alugados. Em determinado momento do filme ele resolve de última hora ir ao casamento de uma das irmãs. No dia do jantar de ensaio ele se oferece para entrar com ela na igreja se ela quiser já que os pais deles não são mais vivos. Eis que a irmã agradece constrangida e diz que irá entrar de braços dados com o tio do noivo, que é quem tem apoiado muito o casal nos últimos anos. Não tinha lógica nenhuma ele entrar com a noiva já que ele mesmo não visitava a irmã há sete anos.
Além disso, os questionamentos sobre relacionamentos amorosos ou profissionais e suas expectativas são uma constante no filme. Será que as pessoas conseguem viver soltas no mundo? Por que será que as pessoas criam vínculos? O que é melhor: família, amor e um lar ou uma vida de caixeiro viajante desbravando as cidades? Os cartões de fidelidade são mais importantes do que a chave de casa e uma aliança no dedo?
Por fim, mas não menos importante assisti Abraços Partidos. Confesso que o nome do filme é lindo. Como não poderia deixar de ser, ele aborda as relações humanas e suas peculiaridades. Penelope Cruz arrasa em várias passagens e mostra sua competência ao convencer o telespectador de que ela realmente precisa abandonar seu marido velho e rico e seguir seu coração. Literalmente um filme dentro de outro filme (Garotas e Malas), a história de Almodóvar faz com que as cenas sejam repetidas várias vezes e você assiste a tudo como se fosse a primeira vez porque cada nova informação faz com que os trechos fiquem completamente diferentes.
O filme é cortado por sons, em especial, porque o personagem principal ficou cego depois de um acidente de carro. Sexo, drogas, pais e filhos, música e silêncio, luz, amores fáceis, risos, confusões emocionais, lágrimas, beijos e muitos abraços também estão lá como em todo bom filme de Almodóvar.