segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Precisamos buscar talentos

O Jornalista & Cia é um jornal semanal voltado para jornalistas em geral. A última edição de 2010 foi recheada de textos com balanços do ano e previsões para 2011.

O editor do site Observatório da Imprensa, Alberto Dines escreveu poucas, mas sábias,  palavras. 

Concordo com ele e sinto que devemos buscar cada vez mais talentos. Talentos não só no jornalismo, mas em todos os setores da economia e por que não da vida. Essa será uma missão dura para o ano que vem.

Seguem as palavras abaixo:

Imprensa não reflete o esforço dos jornalistas

Por Alberto Dines (*)

Prefiro usar a palavra “imprensa” em vez de “jornalismo” (que é um exercício profissional). Nossos jornalistas tentam o melhor, a imprensa não reflete este esforço porque é uma corporação e comporta-se como corporação, nem sempre atenta aos seus deveres institucionais.

Este ano de 2010 foi especialmente ruim. A cobertura eleitoral foi deplorável. Não vi virtudes. Esperançoso sempre fui: precisamos de mais diversidade de conteúdo, mais títulos, mais criatividade. Esqueçam as tecnologias, voltem a apostar nos talentos. 

(*) Editor responsável do Observatório da Imprensa

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A gula e seu antônimo

Em agosto do ano passado escrevi o texto que publico novamente abaixo porque depois de tanto tempo ele ainda é muito atual.

gula e seu antônimo
O Houaiss me ensinou que o antônimo de Gula é temperança.
GULA
Acepções■
substantivo feminino
1 vício de comer e beber em excesso; glutonaria
2 atração irresistível por doces e iguarias finas; gulodice, gulosaria
3 Derivação: sentido figurado. desejo ardente; sofreguidão
4 Diacronismo: antigo. goela, garganta
5 Rubrica: arquitetura. moldura, na cornija ou cimalha, composta de dois quartos de círculo formando um S, em que a concavidade de um deles se opõe à convexidade do outro; gola, talão
6 Rubrica: carpintaria. plaina manual que perfila a moldura de mesmo nome

Antônimos: sobriedade, temperança

Sabe o que significa temperança? Qualidade ou virtude de quem é moderado, comedido; sobriedade no consumo de alimentos e/ou bebidas.

Diferenciar fome da gula foi a coisa mais difícil pós-cirurgia. Exemplo: entrei na padaria e tinha sonhos daqueles grandes e doces. Eu nunca fui muito fã de doce, mas na hora que vi o sonho pensei" vou comprar 3 e comer tudo". Entrei na fila e quando chegou a minha vez pedi uma pequena bandeja com sonhos pequeninhos (olha a temperança atuando aí). Ainda assim pensei (olha a gula aí), vou chegar em casa e comer toda a bandejinha sozinha. Sabe o que aconteceu? Comi dois e fiquei enjoada. Minha mãe e meu sobrinho comeram os outros.

A gula é um desejo incontrolável de comer ou beber muito. Mas depois da cirurgia não cabe mais nada. A Gula fica na cabeça te atormentando.

Outro dia ganhei um pedaço de torta e pensei com a cabeça de gordo (gula pura): nossa vou comer inteiro. Dei duas mordidas pequenas e não consegui comer mais. Na hora fiquei enjoada.

A Gula está na cabeça e a fome no estômago. Ainda não sinto fome. Depois de 6 meses não sinto fome. Às vezes falo vou almoçar porque estou com fome, mas na verdade não é fome, mas sim o horário de comer que está passando e o corpo começa a reclamar.

Lidar com esse vazio que a comida supria é dificil e a terapia e os amigos ajudam muito. Voltei a sair para almoçar com meus amigos e a comer fora, mas a quantidade é infinitamente menor.

Ah! Se antes eu tomava café da manhã e depois ia almoçar com os amigos conseguia comer normalmente. Hoje não. Tenho que esperar pelo menos uma hora para conseguir comer alguma coisinha. Não adianta insistir. Não desce na garganta.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

NADA MAIS É ESTÁTICO

O presidente do Congresso Internacional para Líderes da Comunicação, meu grande amigo Josafá, me pediu para escrever um artigo para o site deles. 

Escrevi o texto Nada Mais é Estático e ele foi publicado na semana passada.

Abaixo reproduzo o material que pode ser lido também na área de artigos do CILIC.

NADA MAIS É ESTÁTICO
A máxima de que o bom jornalista é um especialista em generalidades, profundo conhecedor de pessoas importantes e responsável por um texto impecável caiu por terra. Muita coisa mudou: a velocidade da notícia não é a mesma, assim como os canais de disseminação são diferentes.

Na era de globalização e de novas tecnologias despontando a cada minuto, o jornalista aprendeu a se moldar às necessidades modernas. Hoje o alcance de leitores é infinito. Dentro das agências, os planos de comunicação são avaliados diversas vezes ao dia para ter certeza de que o objetivo desejado foi alcançado. Nada mais é estático, exclusivo ou definitivo.

A criatividade deixou de ser opcional para ser mandatória. Temos que nos reinventar para atendermos as demandas dos clientes, dos jornalistas e as nossas. Os clientes deixam de ser pequenos pontos isolados para adotarem uma abrangência maior, e muitas vezes não estão preparados. E nessa hora cabe a agência estruturar as novas diretrizes para os próximos passos.

Nos idos da década de 90 as mais modernas agências tinham arquivos de fotos em slide e aparelhos de fax para que a mesma notícia pudesse ir para os quatro cantos do país de uma forma ágil. Hoje isso soa como uma grande piada, pois temos multiplicadores de leitores em um simples clique do mouse. Twitter, Flickr, Sonico, Facebook e outras ferramentas de comunicação são utilizadas como disseminadores de notícias em tempo real.

Cada conjunto de 140 caracteres segue em uma velocidade incalculável. O antigo bloquinho e a caneta Bic foram trocados por aparelhos celulares com gravadores e opcionais de câmeras para que a informação seja postada imediatamente. Os eventos dos clientes são transmitidos simultaneamente para quem estiver interessado em qualquer lugar do planeta.

A tecnologia pode ser considerada um divisor de águas para todos envolvidos no mercado de comunicação. O importante é saber a hora de nadar de braçadas nessas águas e ganhar cada vez mais espaço.

Diante dessa realidade, planejar tornou-se um verbo completamente flexível. O privado e o público tomam outras proporções. As agências que ainda pregam a velha escola do jornalismo perdem espaço para as ágeis empresas que crescem a olhos nus encontrando seu caminho em oferecer serviços diferenciados, criativos e que trazem resultados muito além do que o cliente poderia esperar.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SMOKING IN SÃO PAULO

Passive smoking is a serious problem of public health. Important health institutions, as the Royal College of Physicians of London and the General Surgeon of the United States, had researched for decades the relation between passive smoking and lunger cancer. With the advance of the scientific evidences on diseases for the public health, in 1971, the United States approved protective laws to passive smokers.

The present state govern office has a new no-smoking law that affects a lot of São Paulo citizens. The anti-tobacco law was validated last August. The new legislation forbids smoking in closed environments of collective use as bars, restaurants, commercial buildings and nightclubs. The new legislation lined up São Paulo with the international trend of prevent illness caused by tobacco.

For the heavy smokers, the law is very controversial because they have to go to special smoking areas or sidewalks to smoke even if it is raining or cold. It is only allowed to smoke in special places with open sky line. Another problem is that sometimes ashtrays or any kind of dispenser for the leftovers and the matches are not available.

The non-smokers and the ones that work in public places like waiters, believe that the law is very positive because they are not exposed to smoke and are not passive smokers anymore. As a non-smoker, I believe the law can be considered positive because nowadays I can hang out with my friends at the dance floor or pubs without getting smelly or with any kind of respiratory disease.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

People are generally honest. Do you agree or desagree?

Honesty is related to basic principles like education, religion or personal faith. Most cultures have a different attitude towards lying and honesty. An international study about lying shows that families who have been involved in community and religious activities do not make use of excuses or fibs in common daily situations, like school and supermarket.

Recent research has revealed that probably less than 5 per cent of the population has the ability to detect a liar. So a liar is pretty much confident that will not get caught. Most psychiatrists believe that lies are usually about here and now. As a short-term solution to an immediate problem, lies are trivial, specially to avoid punishment for something that you have done and also to win an admiration of others.

In my opinion, people are generally honest but in order to escape from an awkward social situation, liars can make use of fibs. For example, when you have to decline an invitation or give your opinion without hurting someone else´s feelings.

Last week, my friend invited me to go to a rock concert and I was very direct in my answer. I told her that I did not enjoy the band and would not spend money on something that I do not like. In that case, as I have a long term relationship with her, I decided to be totally honest and she was not happy. But I prefer to be honest than lie to her about my thoughts.