terça-feira, 10 de agosto de 2010

NADA MAIS É ESTÁTICO

O presidente do Congresso Internacional para Líderes da Comunicação, meu grande amigo Josafá, me pediu para escrever um artigo para o site deles. 

Escrevi o texto Nada Mais é Estático e ele foi publicado na semana passada.

Abaixo reproduzo o material que pode ser lido também na área de artigos do CILIC.

NADA MAIS É ESTÁTICO
A máxima de que o bom jornalista é um especialista em generalidades, profundo conhecedor de pessoas importantes e responsável por um texto impecável caiu por terra. Muita coisa mudou: a velocidade da notícia não é a mesma, assim como os canais de disseminação são diferentes.

Na era de globalização e de novas tecnologias despontando a cada minuto, o jornalista aprendeu a se moldar às necessidades modernas. Hoje o alcance de leitores é infinito. Dentro das agências, os planos de comunicação são avaliados diversas vezes ao dia para ter certeza de que o objetivo desejado foi alcançado. Nada mais é estático, exclusivo ou definitivo.

A criatividade deixou de ser opcional para ser mandatória. Temos que nos reinventar para atendermos as demandas dos clientes, dos jornalistas e as nossas. Os clientes deixam de ser pequenos pontos isolados para adotarem uma abrangência maior, e muitas vezes não estão preparados. E nessa hora cabe a agência estruturar as novas diretrizes para os próximos passos.

Nos idos da década de 90 as mais modernas agências tinham arquivos de fotos em slide e aparelhos de fax para que a mesma notícia pudesse ir para os quatro cantos do país de uma forma ágil. Hoje isso soa como uma grande piada, pois temos multiplicadores de leitores em um simples clique do mouse. Twitter, Flickr, Sonico, Facebook e outras ferramentas de comunicação são utilizadas como disseminadores de notícias em tempo real.

Cada conjunto de 140 caracteres segue em uma velocidade incalculável. O antigo bloquinho e a caneta Bic foram trocados por aparelhos celulares com gravadores e opcionais de câmeras para que a informação seja postada imediatamente. Os eventos dos clientes são transmitidos simultaneamente para quem estiver interessado em qualquer lugar do planeta.

A tecnologia pode ser considerada um divisor de águas para todos envolvidos no mercado de comunicação. O importante é saber a hora de nadar de braçadas nessas águas e ganhar cada vez mais espaço.

Diante dessa realidade, planejar tornou-se um verbo completamente flexível. O privado e o público tomam outras proporções. As agências que ainda pregam a velha escola do jornalismo perdem espaço para as ágeis empresas que crescem a olhos nus encontrando seu caminho em oferecer serviços diferenciados, criativos e que trazem resultados muito além do que o cliente poderia esperar.